À medida que 2026 se aproxima, líderes do setor bancário e de pagamentos têm compartilhado suas perspectivas para o futuro. Eles acreditam que a inovação tecnológica, as mudanças regulatórias e a transformação das expectativas dos clientes moldarão o cenário do setor neste ano.
Inteligência Artificial torna-se foco central
Vários executivos do setor afirmaram que a inteligência artificial (IA) e o aprendizado de máquina desempenharão um papel crucial em 2026. Um diretor de informações (CIO) de um banco global, que preferiu não se identificar, destacou: “A IA generativa está passando de projetos-piloto para implantação em larga escala; já a utilizamos para avaliação de riscos, prevenção de fraudes e atendimento ao cliente.” Ele acrescentou que os bancos aumentarão a gestão ética e de conformidade dos modelos de IA para garantir transparência e imparcialidade nas decisões.
Ambiente regulatório cada vez mais rigoroso
Em termos regulatórios, espera-se que os principais mercados globais introduzam regulamentações mais rígidas de privacidade e segurança de dados. Representantes da Federação Bancária Europeia mencionaram que a iminente Lei de Resiliência Operacional Digital (DORA) exigirá que as instituições financeiras reforcem a resiliência de seus sistemas de TI e realizem uma supervisão mais rigorosa dos fornecedores terceirizados. Ao mesmo tempo, alguns países asiáticos também consideram novas restrições ao fluxo de dados transfronteiriço.
Ameaças à segurança cibernética em escalada
Com o aumento do nível de digitalização, a segurança cibernética tornou-se uma das maiores preocupações dos executivos. Um diretor de uma empresa de tecnologia de pagamentos afirmou: “O crime cibernético está usando IA para gerar ataques mais sofisticados; o setor deve adotar arquitetura de confiança zero e inteligência de ameaças em tempo real para responder.” Ele recomendou que os bancos fortaleçam a cooperação com fintechs e compartilhem informações sobre ameaças.
Finanças sustentáveis e experiência do cliente
Além disso, as metas ambientais, sociais e de governança (ESG) continuam a influenciar as decisões de investimento dos bancos. Vários líderes enfatizaram que incorporar critérios de sustentabilidade aos processos de crédito e investimento não é apenas uma responsabilidade social, mas também parte da gestão de riscos. Ao mesmo tempo, as expectativas dos clientes por experiências personalizadas e sem atritos aumentaram, e os bancos precisam usar análise de dados e tecnologias de open banking para atender a essas demandas.
De modo geral, os líderes do setor mantêm uma atitude de cauteloso otimismo em relação a 2026. Eles acreditam que as instituições capazes de abraçar a tecnologia, adaptar-se à regulação e priorizar a experiência do cliente conquistarão vantagem competitiva no novo ano.